segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Casa de Marília

Observando estas duas fotos - Acervo Luiz Fontana IFAC/UFOP  - ambas retiradas na década de 1920, percebemos:
- o antigo casarão da musa árcade Maria Doroteia Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu,
- Escola Normal de Ouro Preto construída em mesmo local.
O casarão, da primeira foto, talvez já houvesse passado por transformações ao longo dos anos, mas, sem dúvida, trazia em si importantes referências a cerca da memória da ilustre musa da inconfidência, considerada por alguns a "Julieta dos Trópicos", falecida em 10-02-1853. Quase 70 anos após a sua morte sua casa é demolida e ali erguida a Escola Normal de Ouro Preto.
Segue abaixo importante reflexão do Dr. João Velloso 1860-1954 em livro publicado por seu filho João Velloso Filho em 1984. Nesta publicação há um tópico “Casa de Marília” onde o ilustre senhor – prefeito de Ouro Preto de 1931 a 1936 - fala do quão importante para a memória da cidade teria sido a salvação daquele casarão.
“A Casa de Marília de Dirceu esteve, por muitos anos ocupada pelos frades holandeses, da Ordem de São Francisco de Assis. Muito bem conservada, permaneceu através dos anos.
Com a saída dos ilustres ocupantes, passou a sofrer danos impostos pelo correr dos anos, até que o estado determinou sua demolição, para que, no seu lugar, fosse construído o prédio, onde se instalaria a escola Normal, o que ocorreu.
O executivo municipal, sem recursos materiais, nada fez para salvar a bela Casa de Marília, que situada no centro de enorme terreno, não demandaria ser sacrificada, para as obras da Escola Normal.
Foi uma pena, que será mesmo sentida pelas gerações a fora.
Faltava compreensão à época do valor do nosso patrimônio histórico e artístico.”

sábado, 1 de outubro de 2011

1 de Outubro Dia do Idoso

Hoje é o Dia do Idoso. Abrace-os!!!!
Esse tema merece a nossa reflexão.
A perspectiva de vida do brasileiro aumenta a cada década, as descobertas na área da saúde, no esporte, a qualidade de vida, a auto-estima de um país em crescimento, etc. corroboram para que o brasileiro viva, cada vez, mais.
Mas estamos preparados para este desafio e suas múltiplas complexidades estruturais e sócio -afetivas?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Manga

fruta que em sua doçura
exige tarefa árdua
descascar...
pelos repletos de metáforas
ai... a vida sequer imagina
senti-la?
labuzar é preciso

quinta-feira, 14 de abril de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O samba freveu!!!!

Agradeço a todos que estiveram no samba do Bar do Pelé. Muita energia boa.


Fotos do meu amigo Ronald Perét

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Adeus a Paulinho Russo


O Paulinho...

Paulo Roberto Russo
Amigo, poeta do som,
Leve e sonhador
Menino interprete
Parceiro da Semana “Santa em Ouro Preto” e de Tatu Pena:
“Memória!”


Toca Paulinho...


Rata-tá!!!! Assim te conheci
Na Bahia tocamos juntos: Flauta e Piano
Vimos Gabriela, matreira, descer o telhado do Vesúvio de Amado
Agora, caro amigo, sinto que faltou aquela última cerveja,
Assim como faltarão teus sons pianeiros no Teatro ao lado do Vicente e da Consolação


E agora Paulinho?


Não tive tempo de tocar a última canção contigo, mas a farei pra você.
Tempo. Maldito e Bendito Cronos
Linha Tênue no apagado da hora


Vai Paulinho...
Ao encontrar Marco Antônio Araújo aí em cima
Fume e beba com ele por mim,
Encha o infinito com tuas teclas, sons e cores
“Avançando através dos grossos portões / nossos sonhos são muito bons”
Brilhe daí tua estrela que eu, daqui, a mostro pra Aurora, minha pequena


É Paulinho...
Você que só você
Itacaré cidade escolhida – Pedra Bonita
Ao lado da amiga Verônica
teu rosto limpo, tem o corpo agora encantado


Jás Paulinho...
Quiçá ainda, no mistério da vida,
– Paulo, Paulinho, Paulete, Amigo –
possamos de novo tocar “Freuidiana”


És Paulinho, és...

domingo, 7 de novembro de 2010

Arquitetura Funcional

*Em homenagem a Ivana a caminho da arquitetura...


Mário Quintana

Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque as casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas assombrações vulgares
Que andam por aí...
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma... Tu nem sabes
A pena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das visitas
(Que diriam elas, as solenes visitas?)
É preciso ocultá-lo das outras pessoas das casas
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas
(Os Profetas estão sempre profetizando outras cousas...)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos,
intermináveis corredores
Que a Lua vinha às vezes assombrar!