Começamos nossa jornada na capanha para vereador em busca de dias melhores para a nossa Ouro Preto.
Com ajuda de vocês conseguimos mostrar um pouco do nosso trabalho e uma nova forma de fazer política na cidade nesses últimos anos. Mostramos o real trabalho do vereador, que muitos ainda confundem, demostramos transparência, ética, e, sobretudo, respeito à nossa cidade e às pessoas que aqui vivem.
O trabalho não acabou. Ainda temos muito a fazer. Queremos continuar atuando na fiscalização dos recursos públicos, elaborando leis que tenham identidade com a cidade. Tudo isso em parceria com a população.
Traremos aqui um pouco da nossa plataforma eleitoral e contamos com a sua contribuição na identificação de idéias, problemas e soluções. Conto com o seu apoio para continuar sendo a sua voz na Câmara Municipal nos próximos 4 anos. A nossa campanha é singela. Não vamos poluir a cidade. Para isso nos ajude, seja um multiplicador, sensibilizando seu vizinho, amigos e familiares.
Venha conosco. Conto com o seu apoio e seu voto!!!!
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Água - até quando irão continuar culpando a seca, a natureza, São Pedro?
A natureza nos brindou com a
chuva esperada e desejada. E elas continuarão, mesmo em face do aquecimento
global que assola o planeta. E isso não é novidade, não é mesmo? Há quanto
tempo ouvimos falar nesse termo, aquecimento global? Da mesma forma, há tempos,
ouvimos falar que a água é um bem econômico, FINITO e limitado. No entanto, essas
afirmações eram apenas papo de ambientalista, dos "naturebas", etc.
Mas essa Primavera/Verão mostrou-nos o outro lado. As pessoas não mais ouviram
falar e sim sentiram na pele. Literalmente. Sentiram as altas temperaturas,
sentiram a falta de chuva, sentiram a falta de água, sentiram os ânimos
exaltados. Contudo, poucos foram os que refletiram sobre a necessidade de uma
melhor gestão para enfrentar a crise hídrica que vivemos. Aqui em Ouro Preto,
por exemplo, se formos comparar os investimentos feitos na área de saneamento
básico (água, lixo, esgoto, drenagem) vamos ver que esse investimento não é uma
prioridade governamental. Gastou-se muito mais com asfalto, com transporte, com
a indevida coleta e destinação do lixo. Noutro ponto, percebemos que é comum aos
governantes atuais criticarem os governos passados. Assim, se investe não em
ações imediatas, mas num conjunto de desculpas que muito mal tem feito às
nossas cidades.
Diante disso podemos dizer que não
existe uma gestão eficiente dos recursos hídricos na cidade. Eis alguns pontos:
- Todos se preocupam apenas em viabilizar o uso da água de maneira imediata.
- Grande parte da água enviada às residências se perde no trajeto. E o motivo nós sabemos: reservatórios d’água trincados, canos furados, vazamentos e falta de manutenção.
- Construções desenfreadas sem uma efetiva fiscalização e sem o devido cumprimento da lei de uso e ocupação do solo contribuem para, cada vez mais, áreas impermeáveis.
- O processo do asfalto a todo custo e da falta de vegetação está impedindo que a água da chuva se infiltre no solo. Com isso, os lençóis freáticos não abastecem as nascentes dos rios.
- Os rios e córregos estão se transformando em rios de esgoto, com isso se torna impossível a captação de água. E no calor, a presença de insetos de toda espécie torna a vida de muitas pessoas insuportável.
- Há incentivos para que as pessoas que constroem em distritos e loteamentos instalem fossas sépticas, no entanto as mesmas transbordam por falta de atendimento do município.
- Recursos hídricos como as cachoeiras em que se transformam as serras em épocas de chuvas fortes, sequer são aproveitados. Basta olhar para a serra do Veloso, das Lajes, do Morro da queimada, etc.
- A política de captação de água de chuva é quase nula na cidade. Não há grandes incentivos, tão pouco uma sensibilização para que as pessoas ajam nessa direção.
- Decretos coibindo e multando GASTADORES de água não existem. E olha que pedidos formais já foram feitos ao prefeito. As pessoas ainda continuam lavando carros, calçadas, ruas e terreiros à revelia.
- Nas serras ainda é comum a presença de depósitos de lixo (resíduos de todas as espécies) contaminando áreas de vegetação, minas, sarilhos e até nascentes.
- Cobra-se uma postura de redução do uso de água pelas famílias, mas não existe uma pressão política para que o Estado reveja as outorgas das indústrias que utilizam a água do subsolo em grande quantidade.
- Os poços artesianos não são pensados como reserva estratégica, mas longe de uma eficaz fiscalização se transformaram em via de regra. Embora devessem ser para situações excepcionais. E é bom dizer que se há anos atrás se cavava cerca de 15 metros e se encontrava água, atualmente é preciso chegar a 60 metros de profundidade.
Por fim é importante dizer que
precisamos de uma cobrança efetiva da sociedade. Somos uma cidade rica em água,
ou seja, temos recursos hídricos, mas precisamos de uma gestão eficiente desses
recursos. Não dá mais para ficar culpando gestões passadas e não agir. Não dá mais
para se ter milhões e não gastar nos lugares fundamentais. Pagamos cerca de
meio milhão de reais por ano para utilizarmos as bacias do Rio das Velhas e do
Rio Doce, mas, ao mesmo tempo, mandamos todo o nosso esgoto para essas mesmas
bacias hidrográficas. Ou seja, jogamos “merda” no nosso tesouro. E aqui indico
que se 75% da água do Rio São Francisco está em
Minas Gerais, um de seus principais afluentes é o Rio das Velhas. Rio
que nasce em Ouro Preto, na Cachoeira das Andorinhas, e infelizmente, já se vê
contaminado no primeiro momento.
Espero que esse verão, que ardeu
na pele seca, possa servir como referência para uma mudança de atitude geral.
Espero também que não passemos pelos mesmos problemas daqui a alguns meses.
Que venham as Águas e que
saibamos geri-la!!!!
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Seu Chico da Quitanda: dor da perda, Grata Lembrança
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| Foto: Acervo da Família |
Na última sexta-feira, Ouro Preto
sepultou um dos seus mais queridos habitantes. Seu Chico. Francisco Laurindo
Teixeira era uma pessoa de alma incrível. Olhar compenetrado, mãos e foco no
trabalho. Um visionário que marcou de uma vez por todas Ouro Preto.
Nascido em Mutum - MG em
fevereiro de 1933, o jovem Francisco passa por Mantena (MG) e chega a Ouro
Preto em 1968. Sim, em 68.
Se para muitos, 1968 fora “o ano
que não acabou”, o ano da morte de Bob Kennedy, da morte de Luther King, da
Primavera de Praga na Tchecoslováquia, das Manifestações de Maio na França, do
Ato Institucional – 5, no Brasil, entre outros acontecimentos, para Ouro Preto,
1968, foi também o ano do encontro e da surpresa. O jovem Chico iniciaria uma
história de trabalho e sucesso no Largo do Cinema. Como pipoqueiro iniciou ali
as suas atividades comerciais. Visão de empreendedor, levou a pipoca aos que
iriam saborear a arte de um cinema censurado de 68.
Da porta do cinema, para a
quitanda... Em outubro daquele ano surge a quitanda. A Quitanda do seu Chico.
Quitanda que marcou a vida de Ouro Preto, situada na entrada da rua que é a
artéria principal da nossa vida comercial.
Dez anos depois, em 1978, o seu olhar
humano e a sua fé na recuperação, faz com que seu Chico traga a Ouro Preto o
primeiro Grupo de Alcóolicos Anônimos da cidade. Sua carteirinha é a de número
1. Esse “AA” foi um marco que, mais tarde, contribuiria para a vida social da
cidade. Um abraço à regeneração humana. Portanto, Seu Chico buscou a sobriedade
e, amparado pela luz da serenidade, da coragem e da sabedoria, edificou a sua
história recheada de bons exemplos.
Os bons exemplos foram a tônica
das lembranças no momento de sua despedida. Filhos, sobrinhos, netos, amigos e
a cidade sentiam no ar a energia do bem. De alguém que, com tanta dedicação
cravou, com respeito, bondade e humildade, o seu nome nessa terra inconfidente.
Dos filhos José Laurindo,
Terezinha, Silvano, Francisco, Ana Celia e Renata percebia-se uma dor amenizada
pelo orgulho do pai que tiveram. Dos aplausos de despedida via-se emergir um
sonoro canto emocionado dos netos que ia de encontro à sublime dor do Adeus.
Ouso dizer à querida amiga artista Ana Célia, que aquele dia nos brindou com
uma obra que tatuou a despedida. As cores e os sons do lugar se substantivaram
naquele Adeus.
E a vida segue. Dias depois, portas
abertas... Silvano, leal escudeiro, permanece ali sereno e atento ao lado da
família, sua mulher Maria e seus filhos e amigos, Nando e P.H. A falta é
preenchida pela lembrança. Quanto à dor, tenho certeza de que os primos Fatinha
e Manoel sempre estarão prontos, ali do lado, para ajudar a suportar. Já a
esperança, essa se renova na fortaleza da família que construíram.
Seu Chico, Ouro Preto lhe
agradece por ter marcado nossa história com tanta dedicação e exemplo.
Descanse em Paz!!!!
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
Dona Nenzinha do Antônio Dias – Patrimônio de Cultura e Fé
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| Foto: Museu do Aleijadinho |
Viúva de Seu Moacir Ferreira, há décadas, se dedicou à vida
religiosa da nossa cidade como poucas pessoas.
Escrevo este texto no exato momento em que dobram e repicam
os sinos das Mercês de Baixo e de Cima, pois se comemora esta semana o dia de
Nossa Senhora das Mercês. E foi no templo das Mercês e Perdões (Mercês de
Baixo) que Dona Nenzinha dedicou grande parte de sua vida como fiel zeladora e
Prioreza desde 1983. Teve a alegria de ver ano passado o templo restaurado onde
foi celebrada a festa das Mercês e também o Jubileu da Conceição. A igreja que
outrora foi sede das celebrações do irmão de Aleijadinho (Padre Félix Antônio
Lisboa), nos últimos anos esteve nas mãos zelosas de Dona Nenzinha.
Ministra da Eucaristia, Irmã de Veneráveis Ordens Terceiras e
Irmandades seculares, D. Nenzinha teve o seu último dia anunciado pelas igrejas
de Antônio Dias. O sinal fúnebre de sua morte, jamais tocado com tanto brio
pelos sinos das Mercês, convocou toda a comunidade paroquial para ir se
despedir de uma grande figura humana e de fé.
Ouso dizer que as nossas tradições religiosas da antiga Vila
Rica, no que se refere aos leigos, hoje se vê amparada sob a salvaguarda de
duas famílias. Pela família Sacramento do lado Paulista e Jacuba de Antônio
Dias e pela família Gomes (Roxo) do lado Português, Mocotó do Pilar. No fim do
ano passado o Pilar se despediu de Brasilina Gomes e esse ano o Antônio Dias se
despede de D. Nenzinha Sacramento. O que nos alivia é saber que do lado do
Pilar ainda temos Geralda, Aparecida e toda a família “Roxo” para continuar
zelando por essas tradições. Assim, como o Antônio Dias conta com D. Irene, D.
Meire, Seu Maurício e toda a família Sacramento.
Mas ficam perguntas: o
que será da Festa da Santa Cruz, a festa do Amendoim, da Ponte de Marília, sem o Ofício puxado pela voz
firme de D. Nenzinha? Como ficará a Igreja das Mercês de Baixo sem o olhar
carinhoso de D. Nenzinha?
Setembro deu adeus a essa célebre senhora, patrimônio de
vida, baluarte das nossas tradições. Mas fica o exemplo, a memória, o caminho
de retidão. Tenho orgulho em, no ano passado, ter felicitado d. Nenzinha quando
foi agraciada com a Medalha do Aleijadinho. Justa homenagem feita em vida, o
que é mais importante.
Os sinos repicam, é dia das Mercês, dona Nenzinha descansa em
paz e lá de cima ainda zela por Ouro Preto, sua eterna Vila Rica querida. O céu
acolheu um dos anjos mais especiais que passou por essa cidade. O Antônio Dias
sente sua falta...
Dona Nenzinha deixou dois filhos: José Antônio e Regina
Célia. A eles, deixo todo o sentimento de respeito e gratidão pelos belos
exemplos e ensinamentos de vida.
Descanse em Paz Dona Nenzinha.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Sem Liberdade
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| Execução de Tiradentes - Guignard 1961 (Coleção Particular) |
Ouro Preto 21 de Abril
de 2014
Há anos, a cidade da
inconfidência vem convivendo com um gesto governamental que desagrada os que
vivem em Ouro Preto. Fruto de um fausto condecorativo que inverte o fundamento principal
por um grito de liberdade, os cidadãos se veem impedidos de adentrarem
livremente a praça alcunhada pelo nome do mártir sentenciado. Talvez ignorando
o motivo pelo qual a estátua erguida se encontra de costas para o antigo
palácio do governo, os senhores que protagonizam o gesto de honraria, convivem,
há tempos, com a desonra na mente dos que, nesta data, são tolhidos de
exercerem a mais importante garantia constitucional, o direito de ir vir.
Pudéssemos ter no 21 de abril:
- 21 pessoas escolhidas no seio da sociedade para serem homenageadas, ao contrário de centenas de homens e mulheres indicados pelo vértice questionável da vaidade politiqueira;
- Pudéssemos expor, de forma democrática, 21 temas que assolam a exploração e a ingerência do país, do estado e dos municípios;
- Pudéssemos ter 21 dos muitos movimentos organizados e de ideologia social se manifestando de forma livre em praça pública;
- Pudéssemos ter 21 tributos queimados em praça pública desonerando o povo brasileiro;
- Pudéssemos levantar 21 cartazes propondo uma nova inconfidência.
Não. Não podemos. Estamos
impedidos de nos manifestar. A cantilena do estado contemporâneo não permite a
polifonia da democracia. Os inconfidentes atuais, também estão proibidos de se
aproximarem. Se você não coaduna com o jogo midiático e de interesse
mono-partidário que assola a praça do povo, está barrado. Barrado no dia da
liberdade. A praça do 21 de Abril, é sem povo. Povo no sentido livre da palavra
sem manobra.
Neste 21 de abril, mais uma
vez, veremos ser enforcada, em praça
pública, a nossa liberdade cidadã.
A certeza é que os agraciados em
praça pública são confidentes de outros interesses... (com raríssimas excessoes)
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| Charge - Neto Medeiros |
Medalhas, Palanques, Gradis, Cassetetes:
OURO PRETO NÃO TE QUER MAIS.
Ouro Preto quer sim, assim como
todo o sempre, SER INCONFIDENTE, na essência da liberdade do conspirar.
Carecemos de novos representantes
que promulguem uma nova inconfidência despida de sentimento neo-liberal, que
combata não mais “O QUINTO”, mas uma das
mais altas cargas tributárias do mundo.
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